Quebre meu coração e eu irei escrever sobre isso

Me sinto um monstro. Eu sinto porque eu virei um. Quando ele arrancou meu coração e me deixou jogada sangrando eu não reclamei. Agora vago durante as noites frias e sujas em busca de algo inalcançável. Eu me agarrei na garrafa das lamentações. Me joguei no boeiro mais sujo que vi pela frente. Eu tinha um coração que espalhava amor para todos os cantos. Agora estou sozinha e a solidão me assusta um pouco. Solidão não é a palavra certa, mas é assim que eu me sinto. Você é o que você sente e ultimamente eu não sinto nada. Sinto um buraco no lado esquerdo do peito. Vontades não são necessárias quando se está assim. É preciso apenas tomar umas gotas daquele destruidor de fígados que uma vontade falsa surge do além. Eu não choro por ser quem eu sou. Eu choro por não saber quem eu sou e isso me incomoda, se sentir diferente ou simplesmente indecifrável num mundo que para as pessoas o mais importante é sua aparência ou identidade. Aí vai uma automotivação: não preciso provar nada para ninguém. Eu só quero provar para mim mesma quem ou o que eu sou. Liberdade me assusta também. A procura por liberdade é melhor do que a própria. Eu derramo algumas gotas de choro porque não tenho coragem de arrumar essa bagunça. Eu faço o que acho que é bom, mas será que eu faço com o coração? A resposta é não, pois ele foi devorado. Sim, o coração. 

I'm back bitches
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