Primeiro de dezembro. E eu sem contestar a morte desse sentimento antigo. Por mais que seu método de se camuflar seja constante, eu consigo ver, toda a sua insegurança. Eu já morei, entendi a metade das coisas que tuas palavras subentendem. Agora, o problema simplesmente não existe mais. Entendi aquele recado, de "boa sorte para você, tenha uma ótima vida." Então lá nas últimas gotas, quando parou de jorrar esse sangue, vi você dizendo exatamente, com todas as letras e sem sequer comer nenhuma sílaba, algo tão clichê quanto os seus atos. É pra rir ou pra chorar? Eu acho que eu ri dessa vez. E bastante. Eu já estive fraca demais para me importar. E agora, eu só vou deixar a caixinha mágica se abrir e fluir, vendo o que vai dar. Para nunca mais parar, sem tempo para se preocupar e descobrir que talvez, isso nunca vai acabar.