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Complexo de Amélie Poulain

Hoje acordei meio Amélie. Ignoro o que quero pra mim Mas sei o que quero pra ti. Eu sou uma destruidora de corações de gelo Só não conserto o meu. O velho dos ossos de vidro disse: - " Querida Amélie, seus ossos não são feitos de vidro, pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, seu coração se tornará tão frágil e quebradiço quanto meu esqueleto." Isso se chama encarar a realidade. Mas é isso que Amélie não quer.

Construção

Vagou por tantos andares Até chegar aqui Meu coração Cheio de estilhaço Engessado e maltratado Lembro mesmo é do telhado Que não existia Cair da chuva sob o machucado Curava a cicatriz Mesmo que por um triz Ela ainda era feliz Mal sabia Se desprendia Da agonia de viver vazia. Hoje sabe usar as manobras Que a vida lhe ensinou Desculpa o transtorno amor Estamos em obras Preciso amar quem eu sou . 
Je suis amoureux pour leurs défauts A M O U R E U X

Lição da Praça de Sempre

a velha Praça de Sempre sempre deixa uma lição: o caminho é olhar para a frente independente do que tu sente o tempo é uma invenção o tempo acompanha o corpo o corpo só para quando os sonhos acabam e se eu te contar sobre sonhos que nem começaram? a mente acompanha o tempo e o corpo acompanha a mente  o corpo acompanha a gente mesmo que não seja para sempre no fundo a gente sente que o que deixou de ser pra sempre foi o que não permitimos ser do agora 

t u d o é u m a b o l h a

Tudo é uma bolha Violência é casamento E não prostituição. Tudo é uma bolha Quanto mais você se desprende mais você se afasta. Tudo é uma bolha Eu te prendo você some Eu te solto você fica Tudo é uma bolha Num complexo de bolhas As pessoas vivem sem entender o porque das suas conexões co-nectadas rola uma conexão dentro de uma geléia gigante Uma bolha Dentro de outra bolha E assim sucessivamente Bolhas dentro de bolhas Eu dentro de você e você dentro de mim Complexo sem fim O fim é não ter fim

Insônia sexual

Pulei no portal que havia dentro de mim Sobrevoei continentes que não pareciam ter fim Entre as minhas pernas eu via Flores de jasmim Quanto mais eu seguia Me perdia em mim

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Eu não sei amar nas beiradas Eu preciso transbordar Mergulhar por inteiro. Cansei daquelas velhas coisas Aquelas coisas que não têm alma. Deixa sangrar, deixa doer Transborda em mim O bom de amar é sofrer.