As coisas mudam sabia? Yeah, do u know right?
Caminhava eu por um calor infernal de um 09 de novembro, suando feito um porco e implorando para que aquela mulher (meio estranha, com um vazio existencial e com cara de pessoa que precisa da outra pra fazer suas próprias escolhas) não ficava quieta um segundo, falando sobre universidades, escolhas falsas que os filhinhos fazem para serem paparicados, métodos burocráticos ridículos que uma instituição falída impõe hoje em dia, falta de coerência nas áreas profissionalizantes e mais um monte de bosta que não me importa bolhufas e que geralmente tu perde teu tempo falando só pra sentir que não está sozinho e que continua tendo uma vida social estável. Eu precisava parar de escutar aquela voz então disse que tinha que estudar, saí e me fui. O pé inchado, os rosto queimado e toda roupa encharcada de suor rumo a pegar um transporte coletivo pra poder chegar em casa e ingerir um líquido chamado água. E quando tu vê milhares de ratos poluídos na tua frente fedendo, loucos pra descansar sem lavar os pés e cair em uma cama com o lençol desarrumado? Blergs, isso é o que mais me chateia no verão. Esperei 1, esperei 2, 3, 4, 5 minutos e quando já estava em uns 20 minutos a merda do ônibus não tinha chegado. Esperei... quando eu já estava bufando o ônibus chegou. Encoches e desencoches, cadeirantes, pessoas suadas e uma leve raiva instantanea. Fui de pronto sentar ao lado de um cara humilde que me deixou sentar na janela. Não conseguiria ficar de pé naquela joça. Aí cheguei em casa ótima, fui tomar um banho e estudar.
Sinto como se alguma coisa tivesse mudado.
Sinto como se alguma coisa tivesse mudado.
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