Me sinto um monstro. Eu sinto porque eu virei um. Quando ele arrancou meu coração e me deixou jogada sangrando eu não reclamei. Agora vago durante as noites frias e sujas em busca de algo inalcançável. Eu me agarrei na garrafa das lamentações. Me joguei no boeiro mais sujo que vi pela frente. Eu tinha um coração que espalhava amor para todos os cantos. Agora estou sozinha e a solidão me assusta um pouco. Solidão não é a palavra certa, mas é assim que eu me sinto. Você é o que você sente e ultimamente eu não sinto nada. Sinto um buraco no lado esquerdo do peito. Vontades não são necessárias quando se está assim. É preciso apenas tomar umas gotas daquele destruidor de fígados que uma vontade falsa surge do além. Eu não choro por ser quem eu sou. Eu choro por não saber quem eu sou e isso me incomoda, se sentir diferente ou simplesmente indecifrável num mundo que para as pessoas o mais importante é sua aparência ou identidade. Aí vai uma automotivação: não preciso provar nada para ninguém....
É verdade... é meu gato preto, sim me dá azar... me lasca toda, decepa, risca com garfo e permanece brilhoso, radiante. Oh darling, sua bruxa vai cair assim. Falta pouco... e ser mulher. É melhor se afastar.
Mas com que convicção dizes isso, felino
ResponderExcluirSe em tuas garras me prendes,
Como se para ti, minha presença
Fosse um objeto divino?
Oh ser, então me vigias por aqui?
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