te agiliza que minha vida não é limpador de parabrisa pra ficar no vai e vem depois que eu cerrar a tramela não vai ter mandado pra me procurar nem carta que vai me achar to guardando minha luz pra quem tá ao meu dispôr se tu não põe fé em ti, quem dirá no meu amor.
Abre a porta pra dor Fecha pro amor Vira soldado No mundo das aparências Quem é de verdade chora Tá tudo trocado Tem um buraco embaixo da minha cama Tô indo embora pra lá Pra quem quiser me encontrar no mundo reverso Sugiro que aprenda amar
Alma enferma Se afasta da dor Se não ela te puxa Não basta quase morrer e voltar Alguém tem que ter culpa De nascer em um ventre doente Afago inexistente Na solidão ela aprende Que brincou de boneca até seus 60 anos
ela vê a energia da fêmea efêmera que espera que nem um iceberg o amor vir de fora é difícil dizer que todos estamos perto demais para perceber que desistimos fácil que romantizamos o não romantizável que liquidamos o não liquidável que procuramos o amor que não nos damos ela é uma garota bonita ela plana por cima da água de repente quando o mundo todo percebe que ela existe ela nota que na sua existência há além de aparência urgência ardência carência demência loba selvagem estriquinada depravada não vê que ama sua própria essência.
Pequenos oceanos que fluem dentro de nossos corpos e que quando transbordam, escorrem pelos olhos. Emoção que movimenta para fora de encontro com o real. Gotas que confortam a pena que criamos de nós mesmos. Amo as minhas. Principalmente quando elas querem sair de dentro de casa e dar uma voltinha lá fora. Filhas da alma. Agridoces que nem a vida. É o que eu tenho de mais sincero para te dar.
Não me venha com a mesma de sempre Com teu papo furado de charlatão Porque de latão eu entendo Dos mais burgos aos mais humildes Tô falando da lata de cerveja Pra jogar fora toda essa minha tristeza Só pra sentir aquilo tudo que me faz existir Tô chegando, segura o teu balanço Eu sempre aguento o tranco Tô cansada do teu mimimi Da tua gaiola de pássaros Do teu descompasso forjado Eu vi uma cigana na cidade grande Ela disse que você não presta Tô rindo do desastre dessa festa Que era amar você Meu cabelo tá até desidratado De tanto sol na cabeça Que eu tomei assim que fui embora Me livrei do vampiro Dancei comigo mesma Até você desaparecer